sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

As inesquecíveis de Maringá

 As inesquecíveis de Maringá

 

A. A. de Assis

 

Folheando uma coleção da revista “NP”, deparei com duas páginas em que o então superbadalado colunista social Adhemar Schiavone apresentava “As 13 mais de Maringá em 1959”. Era moda na época os colunistas, puxados pelo lendário Ibrahim Sued, publicarem uma vez por ano a lista das “”Dez mais”. Adhemar inovou: apontou “As 13 mais”. Todas elas alvo do respeito e da admiração da geração pioneira, não só pela elegância mas sobretudo pelos seus bons serviços prestados à sociedade.

     Aposto que muita gente se lembra delas com saudade. Então peço licença para reproduzir a lista do Schiavone: Gedir (Michel Felipe), Luíza (Gerardo Braga), Nilda (João Batista Sanches), Dulce (Ives Chevalier), Mirthes (Dirceu Fernandes de Souza), Fanny (Aron Galperin), Rachel (Airton Pinheiro), Alaid (Rogério Luz), Tereza (Milton Fernandes Martins), Pivene (Josué Morais), Terezi (Walter Falleiros), Vanda (Augusto Pinto Pereira), Terezinha(Pedro Wiedmann).

          Fala-se muito dos pioneiros, pouco das pioneiras. Todas, no entanto (a maioria anonimamente, outras com maior destaque), tiveram, e algumas continuam tendo, participação brilhante e intensa na história desta bela cidade de gente empreendedora e forte.

     Se criassem uma galeria com as fotos das grandes mulheres de Maringá, o espaço teria que ser enorme. Lá estariam certamente não só ilustres primeiras-damas, como Branca de  Jesus Vieira, Puri Valente, Bárbara Barros, Irma Ferreira; pioneiríssimas como Dolores Meneguett, Dolores Ribeiro, Silvia Nyffeler, Nilza Pipino, mas também milhares de outras maravilhosas senhoras que ficarão inesquecíveis na memória e no coração de todos nós.

     Nos muitos anos em que trabalhei em jornais e revistas escrevi numerosas vezes os nomes dessas admiráveis mulheres, sempre na liderança de trabalhos relevantes. Gostaria de escrever de novo o nome de cada uma elas. Pena que o espaço é pequeno.

     Corro o risco de receber uns bons puxões de orelhas por involuntárias omissões, porém tenho certeza de que na galeria das senhoras que mais se destacaram em Maringá  (várias ainda presentes entre nós) estarão sempre, merecidamente, entre tantas outras, as queridíssimas Dirce de Aguiar Maia, Azedinir Gomes da Cunha, Maria Balani, Tita Maluf, Winnie Bueno Neto, Modesta Alves, Dulce Bastos, Virgínia Buosi, Victória Vechi, Stefânia Alves, Agmar dos Santos, Diva Martins Vieira, Loide Novais, Maria Maragno, Maria Tílio, Stella Borba, Inês Zacarias, Walkíria Fontes, Thelma Kasprovich, Iorfinda Moura de Melo, Darcy Haggi Rodrigues, Maria Kinashi, Geny Correia de Melo, Tomires Moreira de Carvalho, Cenita Vargas Pinto, Lia Sambatti, Isis Bruder, Nadyr Alegretti, Antônia Lunardelli Ramalho, Tânia Costa, Irmã Vicenza, Irmã Salomé, Irmã Firmina, Yaeko e Sumiko Miyamoto, Miss Laura, Odete Alcântara Rosa, France Luz, Marina Periotto, Eliana Palma, Cláudia Niero, Arlene Lima, Norma Deffune, Dulce Moleirinho, Márcia Socreppa, Serafina Carrilho, Darcy Dias de Souza.

      A todas peço que me permitam lhes beijar as mãos.

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(Crônica publicada no Jornal do Povo – Maringá – 10-12-2020)

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